Google nega infração de patente de buscas nos Estados Unidos

O Google respondeu, na sexta-feira (11/01) a uma ação movida pela Northeastern University, negando que seu sistema de buscas tenha infringido uma patente de tecnologia da instituição de ensino.

O Google negou todas as acusações na ação movida pela universidade em conjunto com a empresa de tecnologia de buscas Jarg, de Waltham, no Estado norte-americano de Massachusetts. Além disso, o gigante de buscas pediu que a corte invalidasse a patente em questão.

Google e a justiça

O processo foi iniciado em novembro de 2007 em uma corte do distrito do Texas, com um pedido de liminar para evitar que o Google cometesse outras infrações, indenização e pagamento de direitos autorais.

A patente envolve um sistema distribuído de banco de dados que é capaz de fracionar as perguntas, mais conhecidas como queries, e distribuí-las para múltiplos computadores em rede para gerar resultados mais rápidos.

A acusação alega que o Google usa este sistema para rodar sua ferramenta de buscas e que a invenção é de Kenneth Baclawski, professor associado à Northeastern University e um dos fundadores da Jarg. A Universidade foi premiada pela descoberta do sistema, que é licenciado exclusivamente para a Jarg.

Em sua defesa, o Google argumentou que a patente é inválida e que, a princípio, não deveria ter sido premiada. A empresa citou diversos parágrafos da lei norte-americana de patentes, incluindo um trecho que envolve descobertas e invenções. O Google também citou a doutrina de "negligências", que demanda que os queixosos entrem com processos apenas por um prazo determinado.

Ambas as partes solicitaram julgamento. Especialistas em Direito afirmam que o caso pode se estender por um período de 18 meses a dois anos.

A patente de número 5.694.593 data de 2 de dezembro de 1997 e pode ser acessada por meio de uma busca no site do Departamento de Marcas e Patentes dos Estados Unidos.

 

FONTE: James Niccolai, editor do IDG News Service, de São Francisco