Brasil está se preparando para deixar as comunicações mais seguras

Lançamento de um satélite, cabos que passarão pelo oceano Atlântico, nova criptografia e outros investimos para a segurança de dados do país.

Depois das denuncias de que os EUA estariam espionando conversas telefônicas e dados da internet vindas do Brasil, confirmado pelo próprio presidente Barack Obama após acusasões feitas pelo ex CIA Edward Snowden, o Brasil pretende enviar até 2015 um satélite para manter seus dados longes dos EUA e aprimorar ainda mais seu sigilo.

Esta noticia foi anunciada pelo ministro das comunicações Paulo Bernardo onde a ideia é de construir um satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas.

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Também está sendo construído cabos submarinos que irão ligar o nosso país aos continentes europeu de africano diretamente.

Outra ação para proteger os dados do Brasil, sabendo que os EUA não irão parar de vigiar todos os dados que saem daqui e de outros países será a criação de uma agencia antiespionagem comandada pelo chefe de Departamento de Ciência e Tecnologia do Exercito, general Sinclair Mayer.

Os certificados fornecidos por esta agencia serão dadas para equipamentos importados que não tenham “portas” ocultas que possam vazar informações como se fossem um cavalo de tróia.

O governo tentará no utilizar equipamentos importados, devido aos riscos de implementações ocultas que possam ser colocadas para que os EUA continuem com suas espionagens. O problema é que certos equipamentos necessários para que estas investidas possam ser realizadas, não são produzas no Brasil que ainda carece de tecnologia própria.

O Brasil está muito preocupado com estas denuncias e não é para menos tendo em vista que pode fazer nosso país perder competitividade nos negócios já que o roubo de informações e escutas favorece este tipo de trapaça. E levará estas denúncias e uma reclamação de espionagem também a ONU.

Uma atualização no algoritmo de proteção que criptografa os dados que passam pelo sistema da administração publica federal teve sua atualização feita nesta quarta-feira (14/08/13). Em treze anos de uso do algoritmo anterior, ele nunca foi quebrado, disse Raphael Mandarino.

Por hora, são registradas cerca de 2,6 mil fortuito e tentativas de ataques nas redes publicas e dentre estas, apenas 60 chegam ao gabinete de Raphael para serem solucionadas.

Para quem utiliza sites como Google, Facebook e outros que tem seus servidores e armazenamentos confinados nos EUA, a Alemanha por exemplo, já está tomando medidas para que a base de dados e suas informações fiquem obrigatoriamente no próprio país e provavelmente novas regras quanto a telefonia e internet serão discutidas e impostas no Brasil em breve.